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As velhas lâmpadas tradicionais têm os dias contados |
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Uma lâmpada tradicional incandescente dura apenas mil horas, enquanto as fluorescentes trabalham entre 6000 e 15 000 horas. Contas feitas, podem durar 15 vezes mais. Trata-se de um típico caso em que ‘o barato sai caro’. Apesar das vantagens comprovadas da nova tecnologia, o consumidor ainda se ‘assusta’ com o preço inicial – e muitos acabam por optar pela velha tecnologia de iluminação.
As vantagens competitivas das actuais lâmpadas de baixo consumo ficam a dever-se essencialmente aos componentes electrónicos. Antigamente, um dos pontos fracos apontados a esta forma de iluminação era o efeito intermitente da luz quando se ligava o interruptor – o ‘arrancador’, como era popularmente designado, demorava alguns segundos a estabilizar e também estava na origem de avarias frequentes. Hoje, este problema foi minimizado e a luz acende-se quase imediatamente. Foi igualmente introduzida tecnologia que permite aplicar casquilhos tradicionais de enroscar, sendo possível aproveitar os antigos candeeiros com as modernas lâmpadas de baixo consumo. Mais: a qualidade da luz também foi aperfeiçoada, graças à introdução de componentes electrónicos que atenuam o efeito da corrente eléctrica alternada existente nas nossas casas. TAXA PENALIZA VELHAS LÂMPADAS
No início deste ano, o Conselho de Ministros aprovou a aplicação de uma taxa ambiental sobre as lâmpadas incandescentes. O ministro do Ambiente, Nunes Correia, revelou que esta poderá atingir 90 cêntimos no caso das lâmpadas de 100 watts.
O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, explicou ao Correio da Manhã o destino a dar ao dinheiro: “Está previsto lançar acções de sensibilização e de promoção das lâmpadas eficientes a partir de verbas da taxa sobre as lâmpadas incandescentes.” E justificou a medida, argumentando que “o investimento maior numa lâmpada eficiente é recuperado com o passar do tempo, com vantagem económica e ambiental.”
Fonte: CM |